Jornal do Commercio- RJ, 04/09/2009, Seguros, B-6
Concorrência tende a aumentar
Odesaquecimento da economia aliado à queda dos juros, mais o aumento da sinistralidade, fizeram do primeiro semestre um período difícil para o mercado de seguros, que viu a lucratividade desabar 10,5% sobre janeiro a junho de 2008, segundo dados da Superintendência de Seguros Privados (Susep). Mas o quadro adverso tende a melhorar nesta segunda metade do ano, pelo menos é o que espera o presidente e CEO da Chubb Seguros, Acacio Queiroz, que prevê um semestre bastante competitivo. O executivo julga inevitável o acirramento da concorrência porque as seguradoras vão querer suavizar a redução do lucro amargada nos primeiros seis meses do ano. Para Acacio Queiroz, a maximização do resultado e a procura pela economia de escala vão nortear os negócios de seguros daqui para a frente. A associação entre Itaú Unibanco e a Porto Seguro, de acordo com ele, segue essa linha, envolvendo a expertise da seguradora e os pontos de vendas da instituição financeira. "Não, a Chubb não planeja comprar companhias nem carteiras", descarta, quando indagado se os planos de expansão da seguradora também incluem aquisições. "O nosso crescimento será orgânico, como tem sido nos últimos anos, e a distribuição de produtos focada principalmente no corretor de seguros", complementa. E é na reação econômica que o executivo aposta, como alguns indicadores já apontaram no segundo trimestre. Apesar de previsões que apontam queda do Produto Interno Bruto, Acacio Queiroz crê em alta de 0,5% a 1% do PIB neste 2009.
OTIMISMO. O crescimento, segundo ele, virá do varejo, da indústria e dos serviços, o que vai
impactar positivamente na atividade de seguros, da mesma forma que o aumento do crédito. Em sua análise, ele lembra ainda os efeitos positivos que as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e do projeto Minha Casa, Minha Vida exercem sobre algumas modalidades de seguros, como os de construção, garantia contratual e imobiliário. Com a recuperação da economia, que está voltada para o mercado interno, Acacio Queiroz projeta crescimento de 15% nas vendas de seguros no segundo semestre, com o ano fechando em alta de 10%. Na avaliação dele, o crescimento da Chubb chega a dezembro entre 10% a 12%, com aumento da lucratividade. Ele comenta que a seguradora fez e continua fazendo o dever de casa para isso, com ações que contemplam, principalmente, a austeridade nas despesas administrativas e o rigor no gerenciamento de riscos, para conter o avanço da sinistralidade e obter uma compensação da queda do resultado financeiro. Acacio Queiroz diz que o lançamento de produtos, a maioria no primeiro semestre, também reforça o posicionamento estratégico da seguradora no mercado para os próximos meses. Nessa linha, a empresa adicionou à oferta produtos para vinícolas, de automóvel para mulheres e de responsabilidade civil para eventos. Ele adianta, sem detalhar, que mais dois produtos chegam ao mercado até o final do ano. Um dos seguros será voltado para o setor de prestação de serviços e o outro, para a área de tecnologia.
Revista Exame – SP, 09/09/2009, Finanças, 60 a 62
É tudo ou nada
Guilherme Fogaça
O Bradesco foi protagonista de dois dos maiores negócios do mercado financeiro brasileiro nos últimos meses. Mais de uma vez, tentou negociar uma fusão com o Unibanco, instituição que aparecia como peça decisiva para definir quem seria o líder do setor bancário no país. Por muitos meses, esteve próximo de firmar uma associação com a Porto Seguro, uma das maiores e mais rentáveis seguradoras brasileiras, líder no segmento de automóveis. O Bradesco, o poderoso banco da Cidade de Deus, porém, não levou nem um nem outro. Nos dois casos, o Itaú tomou a dianteira. Primeiro, fundindo-se ao Unibanco e, depois, associando-se ao empresário Jayme Garfinkel, da Porto Seguro. "Por quê?" é uma pergunta inevitável. O que fez com que o Bradesco deixasse tais negócios escaparem nos últimos momentos?
Poder -- ou a opção dos banqueiros da Cidade de Deus pelo controle das operações -- é uma boa resposta. Executivos ligados ao Bradesco afirmam que manter os negócios da área financeira sob as rédeas da cúpula é uma das regras da instituição. "Esse comportamento não é uma coincidência: a direção pensa dessa forma. Para o Itaú, trazer alguém de fora para ocupar um dos principais cargos de comando não quebra nenhuma filosofia de trabalho. Para o Bradesco, sim", diz um ex-alto executivo da instituição. Oficialmente, o banco nega. "Ter o controle não é pré-condição. Isso não faz parte de nossa alma corporativa", diz Luiz Carlos Trabuco, presidente do Bradesco. Na história da instituição, porém, os exemplos mostram que o banco tem o costume de só aceitar uma união sem estar no bloco de controle ou sem ter poder de veto quando se trata de um setor que foge de sua atividade principal -- em abril, o Bradesco comprou 20% da Integritas, holding dos laboratórios Fleury, de São Paulo. O Bradesco não confirma, mas consta que chegou perto de comprar o Unibanco há cerca de dez anos -- o negócio não teria saído, entre outros motivos, porque não havia acordo sobre como seria a participação do
controlador do Unibanco, Pedro Moreira Salles, no banco resultante do acordo. No recente caso da Porto Seguro, a história seguiu um script diferente, mas com o mesmo final. As negociações entre a seguradora e o Bradesco duraram cerca de oito meses e a principal divergência era a estrutura de comando. O Bradesco exigia que as decisões estratégicas fossem tomadas em conjunto, enquanto o presidente da Porto Seguro, Jayme Garfinkel, queria autonomia para tocar o negócio. Não houve acordo. Hoje, Moreira Salles tem o controle compartilhado e o posto de presidente do conselho do Itaú Unibanco. E Garfinkel, após ter vendido 30% de sua empresa, continua à frente da gestão da Porto Seguro. No caso da seguradora, a ironia é que o Bradesco facilitou -- sem intenção -- a união com seu maior concorrente. "Na negociação com o Bradesco, as ideias foram amadurecendo. Se não fosse isso, não saberia montar o acordo que fechamos em pouco tempo com o Itaú Unibanco", diz Garfinkel. Alguns executivos oriundos do Unibanco -- mais abertos a acordos que não envolvem o controle -- estavam entre os maiores entusiastas do negócio. É possível que uma associação minoritária com a Porto Seguro não fosse imprescindível para o Bradesco, já que o banco possui uma forte atuação em todos os segmentos do mercado de seguros -- ao contrário do Itaú Unibanco, que era fraco na área de automóveis. Fora isso, é bom lembrar que o Bradesco não está só em sua estratégia. O espanhol Santander saiu da 73a posição na lista dos maiores do mundo por patrimônio em 1992 para o décimo lugar atual seguindo exatamente a mesma cartilha de sempre procurar ditar as regras. Ainda assim, o mercado se pergunta se a prática de não abrir mão de poder é sustentável no Brasil de hoje. "O mercado brasileiro é muito atraente e muitos grupos estrangeiros querem vir para cá", diz Ricardo Almeida, professor de finanças do Insper. Além disso, a competição das grandes instituições nacionais pelas seguradoras menores está cada vez
mais acirrada -- o Banco do Brasil é um dos que estão em busca de parcerias. No promissor setor de seguros, em que o Bradesco tem a maior fatia do mercado, a liderança já foi bem mais folgada -- a distância para o segundo colocado, o Itaú Unibanco, caiu mais de um ponto percentual em um ano. (Isso sem contar a compra de 30% da Porto Seguro.) "O Bradesco pode acreditar que a gestão interna é o melhor para a companhia, mas isso fará com que continue perdendo algumas boas oportunidades", afirma Jorge Maluf Filho, sócio especializado em finanças da consultoria Korn Ferry International.
Mogi News – Mogi das Cruzes,22/08/2009, Região, 11
Top of Mind premia marcas suzanense
A solenidade de premiação do Top of Mind Diário do Alto ietê/Ibope, com a chancela do Grupo Mogi News, reuniu cerca de 500 pessoas, entre premiados, autoridades e convidados na noite de ontem, no Salão Social do Suzano Futebol Clube, o Suzaninho. Em sua segunda edição, o evento, que premia as marcas mais lembradas pelo consumidor suzanense, foi marcado pela emoção dos empresários premiados. Neste ano, das 20 categorias contempladas com o Top 12 conquistaram o troféu pelo segundo ano, sinalizando que o consumidor é mesmo fiel a uma marca, desde que ela ofereça um serviço de qualidade. A pesquisa Top of Mind (ou lembrança de marca) é um dos principais indicadores para empresários e publicitários na definição das estratégias de construção de marca. Em seu discurso, bastante emocionado, o diretor presidente do Grupo Mogi News, Sidney Antonio de Moraes, destacou a importância do prêmio, e consequentemente, a conquista dele por parte dos comerciantes de Suzano. "Este troféu tem um significado muito grande para os premiados, que trabalharam, e muito, para conquistá-lo. Ele não caiu do céu. E vocês (convidados) vão saber o motivo pelo qual eles foram consagrados na
DAT Revista Especial do Top of Mind, que conta a trajetória brilhante de cada um dos premiados" : Ainda durante a abertura do evento, Moraes falou sobre o mais novo projeto do Grupo MN, a TV Mogi News, cuja estreia está marcada para o próximo dia 10 de Setembro, às 13h30, pelo canal 10 (sistema analógico) e canal 3 (sistema digital) da TV a cabo Net. O presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Sazano, Decio Modroni, acredita que o Top of Mind é um bom motivo para que as empresas invistam mais em sua marcas: "Quem sai ganhando é o consumidor, pois ele sabe diferenciar o bom do ruim".
A Porto Seguro é citada na tabela “Top of Mind”
Valor Econômico – SP, 04/09/2009, Finanças, C-1
Porto quer crescer fora de SP
Altamiro Silva Júnior
A Porto Seguro, maior seguradora de automóveis do país, se prepara para crescer fora de São Paulo. Líder isolada no mercado paulista, a Porto tem presença menor em outras regiões do país. Mas isso deve mudar após o negócio fechado com o Itaú Unibanco. "Ganhamos da noite para o dia uma rede nacional de distribuição de 4.900 pontos", disse ao Valor o presidente da Porto, Jaime Garfinkel. A Porto já vinha tentando há alguns anos diminuir o peso de São Paulo em sua carteira de automóveis. Na abertura de capital da empresa, em 2004, essa era uma promessa feita aos investidores. Agora, a estratégia ganha impulso extra, pois no acordo com o Itaú Unibanco, a Porto terá direito de vender seus seguros aos clientes do banco em todo o país. Mesmo perdendo noites de sono há vários dias e não conseguindo mais andar de bicicleta, seu hobby predileto, Garfinkel está animado com as perspectivas que o acordo abriu para a Porto. A companhia ganhou escala maior para competir no mais disputado ramo do mercado de seguros brasileiro, o de automóvel. "Tenho costas quentes agora", brinca o executivo. O segmento deve movimentar cerca de R$ 18 bilhões este ano em prêmios. A fatia da Porto, quando se inclui a carteira do Itaú, deve ficar na casa dos 28% desse mercado. Vai ser difícil tirar a Porto do topo do ranking, diz um consultor do mercado. Apesar do sucesso do negócio, inédito para o
mercado segurador brasileiro, Garfinkel diz que "ele não garante sucesso futuro". Por isso, ele prevê um período de trabalho extra até a consolidação do modelo, que ainda precisa ser
aprovado pelas autoridades regulatórias brasileiras. "A operação dá um embalo fantástico para a Porto, mas temos que saber aproveitar esse embalo." Em um segundo momento, após essa consolidação, a parceria pode ser expandida para outros ramos do setor de seguros. Para o mercado internacional, o acordo prevê acesso à rede do Itaú no Uruguai. A Porto também tem uma seguradora no país vizinho e deve aproveitar os pontos de venda do banco por lá. Para tocar a Porto no novo cenário pós-associação com o Itaú, Garfinkel tem carta branca. "O banco me deu liberdade total." Esse ponto foi fundamental para o fechamento do negócio por um simples motivo. "Queria o controle da operação porque não sei gerir um negócio de outro jeito", diz Garfinkel. Ele toca a Porto desde 1978, quando seu pai, que havia comprado a seguradora em 1972, morreu. Garfinkel pretende aproveitar alguns modelos da seguradora de carros do Itaú, como no caso da regulação de sinistros. Alguns serviços extras para os clientes que eles oferecem (e a Porto não) também podem ser incorporados. Garfinkel também pretende aproveitar os corretores e pensa em formas de colocar os corretores da Porto nas agências do Itaú. Mais do que uma estratégia de crescimento, a operação fechada com o Itaú tem como objetivo garantir a "perenidade" e a "solidificação" da empresa, diz ele.
Bancos se consolidam na venda de apólices
Maria Christina Carvalho e Altamiro Silva Júnior, de São Paulo
Os bancos estão se consolidando como distribuidores de seguros dos chamados ramos
elementares, que incluem apólices de automóveis e residências. Com exceção do Bradesco, praticamente todos os outros grandes bancos, como HSBC, Banco Real e agora o Itaú Unibanco, passaram essa área para seguradoras e optaram por distribuir as apólices nas agências. "Os banqueiros normalmente não entendem o seguro de automóveis, nem têm especial predileção pela área", diz Luiz Campos Salles, ex-presidente da Itaú Seguros e agora um consultor do segmento. No geral, apólices de autos geram atritos frequentes com os clientes, envolvendo sinistros e orçamentos. Ao contrário dos chamados produtos de acumulação financeira, como o seguro de vida e previdência complementar (o VGBL), os preferidos dos bancos. "Enquanto fui presidente de seguradora nunca li uma apólice do princípio ao fim." No caso da associação do Itaú com a Porto, Campos Salles diz que a seguradora fez do seguro de carros um produto rentável. "O Itaú não gostava do ruído que o seguro de automóveis fazia." Já no caso do Bradesco, avalia Campos Salles, a especialização em seguros surgiu em um momento histórico, com a ligação entre o banqueiro Amador Aguiar e Antônio Carlos de Almeida Braga (o Braguinha), dono da seguradora Atlântica Boavista, que foi comprada pelo Bradesco. "Com o tempo, a seguradora tornou-se muito importante a ponto de o presidente do banco ter saído
dela." Marco Antonio Rossi, diretor-presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Previdência, diz que o banco tem "vocação" para a área de seguros e uma experiência de mais de 70 anos no setor, operando em todos os ramos do segmento. "É uma opção de modelo que é vitoriosa. Uma estratégia que é reconhecida como vencedora", diz ele. Por esse motivo, Rossi diz que o banco não pretende mudar seu "norte" e está preparado para se expandir no segmento, que tem potencial "excepcional" de crescimento.
Tribuna do Norte – Natal, 25/08/2009, Economia, 06
MAIS SEGURO
O Itaú Unibanco Holding e Porto Seguro celebraram uma associação para unificar suas
operações de seguros residenciais e de automóveis, bem como acordo operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes.
Folha de Pernambuco –PE, 25/08/2009, Economia, 03
Itaú Unibanco e Porto Seguro unem operações
O Itaú Unibanco e a Porto Seguro informaram ontem que fecharam associação visando à
unificação de suas operações de seguros residenciais e de automóveis. Afirmaram ainda que firmaram também acordo operacional para oferta e distribuição, em caráter exclusivo, de
produtos securitários residenciais e de automóveis para os clientes da rede Itaú Unibanco no Brasil e no Uruguai. A associação vai envolver um montante de R$ 1,7 bilhão, o que equivale a 30% do capital social da Porto Seguro, em dados de ontem. Na troca, o Itaú Unibanco vai transferir a totalidade de ativos e passivos relacionados da sua atual carteira de seguros residenciais e de automóveis para uma nova companhia denominada Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência. Essa empresa, por sua vez, com patrimônio líquido de R$ 950 milhões, será transferida para a Porto Seguro que, em contrapartida, emitirá ações que representarão 30% de seu capital social. “Estamos muito felizes com esta associação, pois traz a liderança em seguros nos ramos de automóvel e residência, com 3,4 milhões de automóveis e 1,2 milhão de residências seguradas. Vamos poder oferecer aos clientes uma gama diversificada de produtos e serviços através das diversas empresas que passam a compor o grupo”, afirmou o presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal. “Com esta operação, a Porto Seguro e o Itaú Unibanco passarão a oferecer o que há de mais completo no mercado brasileiro para seus milhões de clientes”, disse o presidente da Porto Seguro, Jayme Garfinkel. Os executivos e colaboradores do Itaú Unibanco que atuam na área de seguros de automóvel e residência serão alocados na Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência. A Itaú Unibanco Seguros de Automóvel e Residência passará a ser gerida pela Porto Seguro, que assim contará com as marcas Porto Seguro, Itaú Unibanco e Azul.
Jornal da Cidade – Bauru, 26/08/2009, Cultura, 01
A edição 2009 do Prêmio Porto Seguro de Fotografia divulgou ontem seus ganhadores. Sofia Borges venceu na categoria Pesquisas Contemporâneas. Breno Rotatori foi premiado como revelação. Felipe Bertarelli ganhou na categoria SP, e Andréa Bernardelli no segmento Brasil. O júri deu a Miguel Rio Branco uma estatueta especial. A entrega dos prêmios será feita no dia 6 de outubro.
MERCADO SEGURADOR
Jornal do Commercio- RJ, 04/09/2009, Seguros, B-6
Zurich abre em Minas 1o centro automotivo
A Zurich Minas Brasil inaugurou o seu primeiro centro de atendimento a sinistros de automóvel no País, o HelpPoint, na cidade de Belo Horizonte. O presidente da seguradora, Pedro Purm, quer, com esse tipo de unidade, tornar a experiência do cliente mais rápida e mais simples possível no momento que o seguro tem que cumprir a promessa de ressarci-lo de prejuízos decorrentes de um sinistro com perdas parciais.
No centro automotivo, o carro do segurado e do terceiro envolvido no acidente serão vistoriados, orçados os reparos, liberados e encaminhados a oficinas conveniadas. Tudo sem necessidade de agendamento prévio e da permanência do motorista. No próprio centro, o segurado pode, inclusive, retirar um carro reserva, conforme previsto na apólice, ou alugar um automóvel em condições especiais. A seguradora oferece também o serviço 'Fast', pelo qual o segurado (ou terceiro envolvido) pode optar por receber através de depósito em conta, no prazo de até 48 horas, o valor do orçamento aprovado para reparo. Nesta opção, o motorista fica responsável pelo conserto do automóvel. In loco. Com a criação do primeiro centro automotivo no País, na cidade de Belo Horizonte, a Zurich Minas Brasil fez mudança no 'In Loco'. Agora denominado 'HelpPoint In Loco', o serviço é para veículos acidentados que não possam ser deslocados ao centro automotivo, casos em que o segurado aciona um atendente da companhia. Ele fica responsável por solicitar o registro da ocorrência policial, rebocar o veículo, providenciar táxi (com a corrida paga) para o segurado e dar início ao processo de sinistro. O serviço é gratuito e está disponível todos os dias da semana a qualquer hora, dia e noite.
Jornal da Tarde – SP, 04/09/2009, Seu bolso, 1-E
Financiamento de carro: menos calote e mais prazo
PAULO JUSTUS
A inadimplência deu o primeiro sinal de trégua depois da crise e começa a criar espaço para a melhora na condição dos financiamentos de veículos. De acordo com relatório da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras (Anef), a inadimplência acima de 90 dias para as operações de crédito ao consumidor chegou a 5,3% em julho, depois de atingir um pico de 5,5% em junho. O presidente da Anef, Luiz Montenegro, espera que o índice continue em declínio nos próximos meses. “Graças à melhora no nível de emprego e a inflação sob controle, a principal hipótese é que a inadimplência caia”, diz. O calote sob controle permite a manutenção dos prazos longos, que voltaram a até 80 meses, desde junho. Com a melhora nas condições de pagamento, o custo do financiamento deve seguir também uma trajetória de queda. Os dados da Anef já apontam uma redução na taxa média mensal de juros cobrados pelas financeiras das montadoras, de 1,75% em julho do ano passado para 1,49% nesse ano. A taxa média do mercado ainda segue mais alta que no período pré-crise. Era de 2,01% em julho do ano passado e atingiu 2,43% em igual período de 2009. Segundo a Anef, os financiamentos em julho tiveram duração média de 41 meses, contra 42 meses registrados no mesmo mês de 2008. “Creio que em breve vamos retornar à média do ano passado”, diz Montenegro. Para o diretor-presidente da Engenheiros Financeiros Consultores (EFC), Carlos Daniel Coradi, quem pensa em comprar um carro deve pensar bem antes de assumir um financiamento longo. “A
pessoa precisa analisar as outras dívidas que já tem e ver se não vai comprometer muito do
orçamento com o carro”, diz. Coradi aconselha a opção dos financiamentos mais curtos sempre que possível. Já o diretor-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças (Anefac), Miguel de Oliveira, diz que embora os financiamentos longos possam representar mais de duas vezes o valor do carro (veja abaixo), muitas vezes são a única maneira de uma pessoa com renda menor adquirir um veículo. Isso porque na aprovação de crédito, as financeiras consideram que a parcela não pode ultrapassar 25% da renda familiar do comprador. “De um modo geral é importante que o prazo tenha aumentado, porque ele abre espaço para que mais consumidores possam comprar.” A vendedora de imóveis Edinalda Cibulski, de 43 anos, escolheu parcelar seu Corsa Classic modelo 2010 em 60 meses. Ela optou pelo prazo mais longo porque quis adquirir o veículo com ar condicionado. “Eu prefiro fazer prestações longas, mas comprar uma coisa que é boa”, diz. Edinalda deu uma entrada de R$ 7 mil e vai pagar parcelas de R$ 600. Com isso seu carro vai sair por R$ 43 mil ao fim do financiamento, R$ 13 mil a mais do que pagaria à vista. Para Montenegro, o importante é se sentir confortável com a parcela. “Embora tenhamos prazos de até 80 meses, acho que a maioria dos clientes não vai passar dos 60 meses, que é um tempo bom para o financiamento do veículo”, diz. O volume de operações de crédito direto ao consumidor e de leasing chegou a R$ 149,4 bilhões em julho - 12,3% a mais do que no mesmo mês do ano passado. A previsão da Anef é de fechar o ano com um estoque de crédito de 10% a 15% superior a 2008.
Seguro e manutenção devem ser considerados
PAULO JUSTUS
Além de pensar na parcela, quem pretende adquirir um carro precisa considerar os gastos com a manutenção e o seguro. De acordo com estimativa do consultor financeiro e professor da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Marcos Crivelaro, esses gastos representam cerca de 10% do valor do carro por ano. “Esses gastos pioram à medida que o carro fica mais velho”, observa. O diretor-presidente da Engenheiros Financeiros Consultores, Carlos Daniel Coradi, diz que o preço do seguro de um automóvel pode chegar a até 18% do valor de um carro. “Já chegaram a me pedir R$ 4 mil pelo seguro de um Uno, que custa R$ 4 mil”. De acordo com estudo da Gipa, órgão internacional de pesquisa do mercado automotivo, o brasileiro gasta em média R$ 900 por ano com a manutenção do veículo. Além disso, os custos de manutenção estão entre os que mais subiram nos últimos 12 meses terminados em agosto, de acordo com o Índice de Custo de Vida medido pelo Dieese. Os serviços das autopeças tiveram falta de 7,35%, quase o dobro da inflação registrada no período, que foi de 3,77%. Crivelaro aconselha que na hora de fazer o cálculo da prestação de um carro popular, por exemplo, o consumidor acrescente R$ 200 para gastos com combustível e manutenção. “Além disso ele precisa pensar se vai precisar de uma garagem extra e nos gastos com licenciamento, se for um carro novo”, diz. Outro fator a ser considerado é a desvalorização do veículo, mais intensa no caso dos zero quilômetro. “O carro seminovo, nesse caso, oferece uma desvalorização menor”, diz.
Valor Econômico – SP, 04/09/2009, Brasil, A-10
Temporão apela a Alencar em pressão por Emenda 29
Arnaldo Galvão
O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, está em busca de apoio político para pressionar o Congresso a aprovar a regulamentação da Emenda 29, o que significa vincular mais recursos públicos para a saúde. No âmbito da proposta que os deputados devem votar nas próximas semanas, está a recriação de um tributo sobre movimentações financeiras. Dessa vez, a Contribuição Social para a Saúde (CSS) tem alíquota sugerida de 0,1%, bem mais baixa que a de 0,38% da CPMF, extinta em dezembro de 2007, considerada a maior derrota do governo no Senado. Segundo a assessoria de Temporão, a regulamentação da Emenda 29 deve ser um dos temas da reunião do Conselho político marcada para hoje. O apoio do vice presidente José Alencar está garantido. Alencar argumentou que a saúde pública precisa de mais dinheiro e a sociedade teria mais uma eficiente arma contra a sonegação. O vice presidente lamentou que o Sistema Único de Saúde (SUS) vem sendo copiado por vários países, mas, aqui, sofre com a falta de recursos. Ao comentar a dificuldade política de os parlamentares recriarem a CPMF, mesmo que com outro nome e alíquota menor, Alencar disse que se recusa a acreditar que o Congresso não tenha sensibilidade para uma causa tão justa. Ontem, Temporão promoveu um ato público de apoio à regulamentação da Emenda 29. Uma cerimônia realizada no Ministério da Saúde contou com a participação de vários deputados da Frente Parlamentar da Saúde, de integrantes do Conselho Nacional da Saúde (CNS) e do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Se aprovada a proposta que está na Câmara, a expectativa é de agregar ao orçamento da saúde R$ 5 bilhões em recursos estaduais e cerca de R$ 10 bilhões em verbas federais. A estimativa de arrecadação anual da CSS é de R$ 12 bilhões. A falta de recursos para a saúde pública é recorrente no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. O IBGE apurou que 40% dos gastos em saúde são realizados pelo poder público e o restante é desembolsado pelas famílias. Ainda de acordo com o governo, os últimos seis anos tiveram média de correção nominal do orçamento para o setor entre 8% e 12%. Na melhor das hipóteses, 2010 terá 3,5%, o que é insuficiente para acompanhar o crescimento vegetativo da população. De acordo com o Ministério da Saúde, os planos privados gastam, em média, R$ 1,42 mil por associado a cada ano. Por outro lado, o SUS oferece mais serviços, mas tem gasto médio per capita anual de R$ 675. A rede pública atende a 80% da população brasileira e consome recursos equivalentes a3,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Nos países que adotam sistemas de saúde universais, o gasto é de 6% do PIB.
Valor Econômico – SP, 04/09/2009, Finanças, C-8
Seguros
O Sindicato das Seguradoras no Estado de São Paulo (Sindseg-SP) e o Sindicato dos Corretores de Seguros no Estado de São Paulo (Sincor-SP) realizam o evento Seguro em Todo o Estado.
Data: 9 de setembro
Local: Espaço Cassiano Ricardo, São José dos Campos (SP)
Informações: www.sindseg.com.br/seminarios/SeguroTodoEstado/2009/
SAÚDE
DCI – SP, 04/09/2009, Serviços, A-9
Custo médico-hospitalar tem alta de 10,45% em um ano
O Instituto de Estudos de Saúde Suplementar (IESS) informou, por nota, que os custos médicohospitalares tiveram uma alta de 10,45% no período de março de 2008 a fevereiro deste ano. As consultas foram o item que registrou o maior aumento dentre os procedimentos analisados, com um acréscimo de 10,4%. Tendo em vista que a inflação do intervalo, medida pelo Índice de Preço ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 5,93%, as terapias também apresentaram uma alta representativa de 8,59%. As internações também superam a inflação do período e tiveram acréscimo nos custos em 7,54%. Os exames em geral encareceram 5,51%.
Jornal da Tarde – SP, 04/09/2009, Cidade, 10-A
Fila única para plano de saúde e SUS
HUMBERTO MAIA JUNIOR
A Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo garante que nada vai mudar para os usuários dos hospitais públicos estaduais com a aprovação da lei que permite ao governo cobrar o
atendimento de planos de saúde privados. Ou seja, de acordo com a secretaria, não haverá filas separadas para pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) e dos convênios médicos - que não vão ter, segundo a pasta, atendimento diferenciado. O projeto de lei de autoria do governador José Serra (PSDB) que amplia a terceirização nas unidades públicas de saúde foi aprovado anteontem na Assembleia Legislativa. A medida vale para as organizações sociais (OS) que, na capital, atendem o Hospital Geral de Pedreira, Hospital Geral do Grajaú, Hospital Geral do Itaim Paulista, Hospital Geral de Vila Alpina, Hospital Estadual de Sapopemba e Hospital Local de Sapopemba. A aprovação da lei provocou o temor de que os hospitais públicos fossem “privatizados”. O receio era que os usuários de plano de saúde fossem beneficiados e haveria menos vagas para os pacientes do SUS. De acordo com a Secretaria de Saúde, porém, haverá um limite de até 25% de atendimentos aos planos de saúde. Vai funcionar assim: o paciente dá entrada no hospital e vai enfrentar a fila que normalmente existe. Quando for atendido, será perguntando se ele tem plano de saúde. Se tiver, o atendimento será pago pelo plano. Caso contrário, a conta vai para o SUS. Segundo o secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata, esse sistema será semelhante ao de ressarcimento previsto na lei dos planos de saúde, de 1998, em que a cobrança das empresas de convênios ocorre após o atendimento. “Não muda nada no atendimento”, disse.“É um jeito de o governo estadual ser ressarcido por esse atendimento. Com isso, vamos ter mais recursos para ampliar ainda mais o atendimento dos pacientes do SUS e acabar com essa coisa de subsidiar as empresas de saúde deste País.”
Planos que se recusarem a pagar devem ser acionados na Justiça. Advogada especializada em Direito à Saúde, Renata Vilhena Silva aprova a lei. “A (mudança) pode gerar renda e melhorar o serviço público”, disse a advogada que, fez uma ressalva: “A intenção é boa. Mas precisa ver como vai funcionar na prática.” Colaborou Silvia Amorim